Fronteiras

Roraima lança 7ª Operação Protetor com 102 agentes, sem balanço ainda

Governo de Roraima coordena a operação até 11 de novembro, com 102 profissionais. As fontes ainda não trazem prisões nem apreensões.

Ilustração abstrata em tons de verde, sem elementos figurativos, usada como imagem provisória desta reportagem
Imagem provisória: ilustração abstrata sem relação com a operação.Ilustração: Imagem provisória

No sábado (10), o governo de Roraima lançou a 7ª edição da Operação Protetor de Divisas, Fronteiras e Biomas, no Parque Anauá, em Boa Vista. A ação mobiliza 102 profissionais das forças de segurança e vai até 11 de novembro. Até o fechamento desta reportagem, nenhuma fonte consultada trazia balanço de prisões ou apreensões.

Trata-se de uma operação estadual. Ela não deve ser confundida com a Operação Protetor do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), que divulgou outro balanço. O balanço federal de 9 a 13 de outubro cobre Acre, Alagoas, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Roraima não aparece nele, segundo a Agência Gov.

Quem faz o quê

O governo de Roraima coordena a ação pela Secretaria de Segurança Pública (Sesp), segundo a Folha BV. Participam a Polícia Militar de Roraima (PMRR), a Polícia Civil (PCRR) e o Corpo de Bombeiros (CBMRR). A PMRR entra com mais de 70 policiais. As reportagens não informam quantos agentes são da Polícia Civil e dos bombeiros.

A Polícia Federal (PF) não aparece nas reportagens consultadas. Isso não prova que ela esteja fora da ação, mas nenhuma fonte diz que ela participa.

Objetivos e fronteiras

A operação tem três frentes. A primeira é combater a mudança na rota do tráfico de drogas entre o Amazonas e Roraima. A Polícia Civil cuida de crimes ambientais e do transporte ilegal de armas, munições, drogas e ouro. Os bombeiros atuam contra incêndios florestais na estiagem.

A secretária de Segurança Pública, Eliane Gonçalves, explicou a primeira frente. Segundo a Folha BV, ela disse: “Detectamos uma mudança de rota: antes o fluxo era daqui para o Amazonas, e agora o sentido é inverso”. A reportagem não traz dados que mostrem essa mudança.

Os municípios citados são Pacaraima, Bonfim, Jundiá, Iracema e Cantá, além de outras cidades do estado. Pacaraima e Bonfim são as cidades de fronteira da lista. Um estudo acadêmico sobre a região as associa a Santa Elena de Uairén, na Venezuela, e a Lethem, na Guiana. Não encontramos fonte que confirme a posição de Jundiá, Iracema e Cantá em relação às fronteiras.

O ouro e a parte federal

O ouro ilegal já foi alvo de ações federais em Roraima. Em 4 de agosto de 2025, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu 103 kg de ouro numa picape na BR-401, em Boa Vista, segundo a Band. O material foi levado à Polícia Federal, que investiga a origem. As fontes consultadas não ligam esse caso à operação de 2026.

O que os dados não mostram

Até agora, não há números desta edição. Não há balanço por município, por tipo de crime ou por força de segurança. Sem esses dados, não é possível saber se a operação reduziu o crime ou apenas mudou o lugar onde ele acontece.

O que diz a Secretaria de Segurança Pública de Roraima: segundo a Folha BV, a secretária Eliane Gonçalves disse que houve mudança na rota do tráfico entre Amazonas e Roraima. Não houve contato direto com a pasta para esta reportagem, e não encontramos balanço publicado.

O que fica em aberto

A operação termina em 11 de novembro. As reportagens não dizem se haverá balanço ao final, nem com que detalhes. Os pontos a acompanhar são as prisões e apreensões por município, a quantidade de ouro e de armas, e o papel da PF.

Como fizemos: Usamos as reportagens da Folha BV (10/10/2026) e do ac24horas (11/10/2026), acessadas em 25/10/2026. Checamos o balanço federal da Agência Gov (19/10/2026) para separar as duas operações. Não fizemos cálculos com números da operação, porque nenhum foi publicado. A informação sobre os municípios de fronteira vem de um estudo acadêmico, não de dados oficiais. Não encontramos dados públicos por município nem por força de segurança.

Fontes