Presença do Estado

Projeto leva água e saneamento a 25 escolas ribeirinhas

Iniciativa beneficia cerca de mil estudantes de Manaus; 21 escolas receberam bombeamento solar, uma capta chuva e três têm biodigestores.

Moradores reunidos ao lado de painel solar que aciona bomba com água jorrando
Sistema de bombeamento de água movido a energia solar no Nepal; a tecnologia é semelhante à instalada em 21 escolas de Manaus.Foto: Prabuddha Raj / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Vinte e cinco escolas municipais ribeirinhas de Manaus receberam soluções de água, saneamento e higiene. A iniciativa beneficia aproximadamente mil estudantes e foi apresentada em visita à Escola Municipal Professor Manuel da Silva Bahia, na Comunidade do Pagodão, em 30 de outubro.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) divulgou o balanço na quinta-feira (5). O projeto combina infraestrutura, energia renovável e capacitação das equipes. Nas escolas às margens dos rios Negro e Amazonas, a estiagem aumenta a dificuldade de manter água potável e higiene.

Bombeamento solar aparece em 84% das unidades atendidas

Das 25 escolas, 21 receberam sistemas de bombeamento de água movidos a energia solar. Uma recebeu captação de água da chuva, e outras três tiveram biodigestores instalados. O biodigestor transforma resíduos orgânicos e pode tratar esgoto, conforme a finalidade do sistema.

Os sistemas solares representam 84% das unidades atendidas. Cada escola recebeu uma solução principal, e os três grupos somam o total de 25. O projeto não informa um custo consolidado nem o valor investido por unidade.

Quatro em cada cinco escolas receberam bombeamento movido a energia solar Distribuição das soluções apresentadas pelo UNICEF em 5 de novembro de 2026

Solução instalada Escolas Participação
Bombeamento de água com energia solar 21 84%
Captação de água da chuva 1 4%
Biodigestores 3 12%
Total 25 100%

Fonte: UNICEF. Percentuais calculados pela redação sobre 25 escolas.

A quantidade de estudantes equivale, em média, a cerca de 40 por escola. Esse é apenas um cálculo de distribuição do total informado, não a lotação de cada unidade. O comunicado não detalha quantos alunos há em cada comunidade.

Manutenção local decide quanto tempo a infraestrutura funciona

Além dos estudantes, a iniciativa cita 120 gestores e técnicos da educação beneficiados. Professores, gestores, técnicos municipais e equipes locais participaram de formações sobre operação e manutenção. A instalação, portanto, vem acompanhada de treinamento para o uso cotidiano.

O projeto também inclui distribuição de absorventes menstruais. A abordagem busca garantir condições de higiene e participação escolar das meninas. O comunicado não apresenta dados de frequência ou aprendizagem posteriores à instalação.

A visita ao Pagodão reuniu representantes das instituições e da comunidade escolar. A escola fica no Paraná de Anavilhanas, no Rio Negro. Pais, crianças e adolescentes acompanharam a apresentação das melhorias.

A liderança é do UNICEF, com parceria estratégica do Instituto Aegea. A ADRA Noroeste, uma organização humanitária, fez a implementação técnica. A Secretaria Municipal de Educação de Manaus participou como parceira institucional, por meio da Diretoria Distrital da Zona Rural.

O que diz o UNICEF: a chefe do escritório em Manaus, Rayanne França, afirma que água, banheiros adequados e higiene favorecem a frequência e a aprendizagem. Segundo ela, a parceria também capacita as escolas para cuidar das soluções ao longo do tempo, em declaração publicada no balanço do projeto.

O balanço não informa quantas escolas ribeirinhas do município ainda precisam de melhorias semelhantes. Também não apresenta cronograma de manutenção, reposição de equipamentos ou expansão. Esses dados serão necessários para avaliar a continuidade da iniciativa.

Para as comunidades atendidas, o resultado imediato é a infraestrutura instalada. O efeito permanente dependerá de água segura, manutenção regular e acompanhamento da frequência escolar nos próximos períodos de estiagem.

Como fizemos: Conferimos o comunicado do UNICEF publicado em 5 de novembro de 2026. Dividimos as 21 escolas com energia solar pelas 25 atendidas e os cerca de mil estudantes pelo mesmo total. Não atribuímos redução de evasão ou melhoria de aprendizagem ao projeto porque o documento não traz medições desses resultados.

Fontes