Amazônia

Incêndios no oeste do Pará colocam Santarém em ar muito insalubre

Agência Brasil: Santarém teve índice 260 de qualidade do ar em 19 de outubro, e o Pará lidera os focos de incêndio do país, com 922.

Imagem de satélite com plumas de fumaça cinzenta sobre a floresta e um rio sinuoso que atravessa a região
Imagem de satélite MODIS, da NASA, de 20 de agosto de 2022, com fumaça e focos de queimadas sobre o Amazonas e o Pará; não mostra Santarém nem o dia 19 de outubro de 2026.Foto: NASA / MODIS Land Rapid Response Team / Wikimedia Commons (domínio público)

Santarém, no oeste do Pará, registrou índice 260 de qualidade do ar no dia 19 de outubro de 2026. Pela escala da plataforma IQAir, que divulga índices a partir de estações de monitoramento, o valor é “muito insalubre”. A informação é da Agência Brasil, que também aponta o Pará como o estado com mais focos de incêndio florestal do país.

O índice mede a poluição do ar. O principal poluente citado pela reportagem é o material particulado fino, chamado MP2,5. A reportagem o descreve como inalável e muito prejudicial à saúde. Uma estação de monitoramento em Santarém registrou 185 microgramas por metro cúbico de ar (µg/m³) desse poluente.

A legislação brasileira usa como limite a média diária de 32 µg/m³, segundo a reportagem. Na comparação com esse limite, 185 µg/m³ equivalem a quase seis vezes o valor.

Pará concentra mais focos ativos

Pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o Pará tinha 922 focos ativos na data da reportagem, o maior número entre os estados. O Amazonas tinha 90, depois de registrar mais de mil pontos de fogo no mês. A reportagem não traz série diária que permita comparar os dois estados ao longo do tempo. A fumaça também chega às capitais: na manhã de segunda-feira, Manaus registrou índice 153 na mesma plataforma, classificado como insalubre.

Fogo e ar no oeste do Pará, em 19 de outubro de 2026 Focos ativos pelo Inpe e leituras citadas pela Agência Brasil, na data da reportagem

Dado Valor
Focos ativos no Pará 922
Focos ativos no Amazonas 90
Índice IQAir em Santarém 260
MP2,5 em Santarém (µg/m³) 185
Limite diário citado (µg/m³) 32

Fonte: Agência Brasil (Inpe e IQAir). Elaboração: redação.

O que fazer enquanto a fumaça durar

A reportagem não traz orientações de saúde para Santarém. O Ministério da Saúde publicou, em agosto de 2024, recomendações gerais para períodos de fumaça. Elas pedem que a população fique dentro de casa, em local ventilado, com ar-condicionado ou purificador, com portas e janelas fechadas nos horários de maior concentração de partículas.

Crianças menores de 5 anos, idosos acima de 60 anos e gestantes devem redobrar a atenção, segundo a mesma orientação. Diante de sintomas respiratórios, a recomendação é buscar atendimento médico o mais rápido possível. Pessoas com doenças cardíacas ou respiratórias devem manter à mão os medicamentos prescritos.

Para acompanhar o índice, use a própria plataforma IQAir ou o painel de focos do Inpe. A leitura muda ao longo do dia. Segundo a Agência Brasil, uma base da Força Nacional do SUS estava prevista para terça-feira (20) para apoiar a população afetada.

O que diz o Ministério da Defesa: O ministro José Mucio Monteiro informou, no domingo (18), o reforço da força-tarefa, com um Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas em Manaus e mais cinco aviões, somando 16 aeronaves na região, segundo a Agência Brasil. A reportagem não registra posição da Secretaria de Saúde do Pará (Sespa), da Secretaria estadual de Meio Ambiente (Semas) ou do Ibama.

O que isso significa

Santarém teve, no dia 19, ar em faixa muito insalubre, e o Pará liderou os focos do país. Os dados vêm de uma reportagem e de uma plataforma de terceiros, não de um boletim oficial do estado. O próximo passo é ver se Sespa, Semas e a prefeitura publicam leituras e orientações para a população.

Enquanto isso, as orientações gerais do Ministério da Saúde são o parâmetro disponível. Elas não substituem a leitura diária do índice nem o atendimento médico quando surgem sintomas.

Como fizemos: Os focos do Inpe e as leituras da IQAir seguem a reportagem da Agência Brasil publicada em 19 de outubro de 2026. A comparação com o limite diário resulta da divisão de 185 por 32 microgramas por metro cúbico. As orientações de saúde são gerais, publicadas pelo Ministério da Saúde em agosto de 2024, e não foram produzidas especificamente para este episódio.

Fontes