Amazônia

PF faz quinta operação contra ocupações e desmate em Acrelândia

A Usurpare V reúne PF, Ibama, Incra, Exército e forças do Acre para mapear novas áreas abertas no PAE Porto Dias, sobre floresta pública federal.

Agentes da Polícia Federal caminham em uma operação dentro de um edifício
Imagem de arquivo da Polícia Federal em uma operação de 2016; a foto não registra a ação desta sexta-feira em Acrelândia.Foto: Rovena Rosa / Agência Brasil / Wikimedia Commons (CC BY 3.0 br)

A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (6) a Operação Usurpare V no Projeto de Assentamento Agroextrativista Porto Dias, em Acrelândia, no Acre. A ação investiga invasões, desmatamento ilegal, abertura de ramais clandestinos e loteamento irregular em uma área sobreposta a floresta pública federal.

O projeto é destinado a um plano de manejo autorizado pelo órgão competente. A quinta operação no local ocorre após anos de ações estatais contra ilícitos ambientais e fundiários. O novo foco é localizar as áreas abertas mais recentemente e identificar quem se beneficia delas.

Monitoramento encontrou novas frentes de ocupação

Segundo a Polícia Federal, imagens de satélite, análises geoespaciais, levantamentos de campo e denúncias indicaram continuidade das ocupações irregulares. Os dados apontam a abertura de novos acessos e a ampliação de áreas desmatadas, mas a operação ainda precisa individualizar autores e confirmar a extensão dos danos.

As equipes vão georreferenciar áreas recentemente desmatadas. Georreferenciar significa registrar a localização precisa em um sistema de mapas. Também vão procurar acampamentos, barracões, máquinas e outras estruturas que possam ter sido usadas nas ocupações investigadas.

A operação reúne órgãos com funções diferentes Instituições citadas pela PF no comunicado de 6 de novembro

Frente de atuação Órgãos mobilizados O que fazem na ação
Investigação Polícia Federal (PF) Reunir elementos e cumprir medidas policiais
Fiscalização ambiental Ibama e Imac Verificar desmatamento e aplicar medidas administrativas
Regularização fundiária Incra Examinar a situação do assentamento e das ocupações
Segurança e apoio Exército, PM, Bope, Gefron e Bombeiros Garantir apoio operacional e acesso às áreas

Fonte: Polícia Federal. A divisão resume as funções institucionais descritas no comunicado.

A tabela separa o que a nota confirmou do papel de cada órgão. A investigação pode subsidiar medidas policiais, administrativas e judiciais em etapas posteriores.

O Grupo Especial de Fronteira (Gefron) participa ao lado do Exército, do Batalhão de Policiamento Ambiental, do Batalhão de Operações Policiais Especiais, do 4º Batalhão da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros do Acre. A presença integrada reduz a distância entre a coleta de prova, a fiscalização e a proteção das equipes em uma área remota.

O que diz a Polícia Federal: a corporação afirma que a Usurpare V busca identificar autores, financiadores e beneficiários das ocupações para embasar medidas policiais, administrativas e judiciais. A PF descreve as ocorrências como investigadas e não informa prisões ou indiciamentos nesta fase.

A floresta pública precisa de continuidade

O caso expõe um problema recorrente em áreas públicas: a operação chega, mas a pressão territorial pode continuar depois da saída das equipes. A abertura de ramais facilita novas entradas e transforma um ponto de invasão em uma frente permanente de ocupação.

O comunicado não informa quantos hectares foram desmatados, quantas pessoas estão no local ou se houve apreensão de máquinas. Esses dados serão importantes para medir o resultado da quinta ação e distinguir dano ambiental confirmado de suspeita em apuração.

A próxima etapa é consolidar os levantamentos de campo e encaminhar os elementos aos órgãos responsáveis. A proteção de Porto Dias depende de fiscalização contínua, regularização fundiária e responsabilização de quem financia a ocupação, além da retirada de estruturas ilegais quando a lei determinar.

Como fizemos: Usamos o comunicado da Polícia Federal publicado e atualizado em 6 de novembro de 2026. Reescrevemos as atribuições dos órgãos apenas como contexto institucional e mantivemos como investigadas as invasões e o desmatamento. Não informamos prisões, áreas desmatadas ou apreensões porque a fonte não os registrou.

Fontes